Se você está enfrentando problemas com juros abusivos e quer saber como identificá-los ou combatê-los, este artigo é para você. Juros abusivos são uma prática comum que afeta milhões de brasileiros, especialmente em contratos de financiamento de carro, empréstimos pessoais, cartões de crédito e cheque especial.
Aqui, vamos explicar o que são juros abusivos, como calculá-los, como denunciá-los e como buscar seus direitos, respondendo às principais dúvidas, como “o que são juros abusivos?”, “como saber se estou pagando juros abusivos?” e “como recorrer a juros abusivos?”.
Com a ajuda de um advogado especializado, como os do Escritório Rosenbaum Advogados, você pode proteger suas finanças e até reaver valores pagos a mais.
O que são juros abusivos?
Juros abusivos são taxas de juros cobradas acima da média praticada pelo mercado, criando uma carga financeira desproporcional para o consumidor. Essa prática é considerada ilegal pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC), que proíbe cobranças que coloquem o consumidor em desvantagem exagerada.
Segundo dados do Banco Central do Brasil, milhares de consumidores enfrentam juros excessivos anualmente, o que pode levar a um ciclo de dívidas.
Por exemplo, em contratos de financiamento de veículos ou empréstimos consignados, as taxas podem ser muito superiores às médias divulgadas pelo Banco Central, como as taxas para financiamento de veículos ou empréstimos para aposentados.
A Lei No. 14,905/2024, publicada em 1º de julho de 2024, trouxe uma novidade ao adotar a taxa Selic como referência para juros de mora, ajudando a identificar taxas abusivas em contratos.
Quando os juros são considerados abusivos?
Os juros são considerados abusivos quando:
- A taxa cobrada é significativamente superior à média do mercado para produtos financeiros semelhantes.
- Há falta de transparência no contrato, como cláusulas ocultas ou informações incompletas.
- A cobrança infringe o Código de Defesa do Consumidor, como em casos de juros abusivos no cartão de crédito ou cheque especial.

Se você suspeita de juros abusivos em cartão de crédito, o Escritório Rosenbaum Advogados tem uma página dedicada a esse tema: Advogado Especialista em Cartão de Crédito, onde você pode encontrar orientações específicas.
Como identificar juros abusivos?
Identificar juros abusivos é o primeiro passo para proteger suas finanças. Veja como fazer isso:
1. Compare as taxas com a média do mercado
O Banco Central oferece a Calculadora do Cidadão, uma ferramenta gratuita para verificar se os juros do seu contrato estão dentro da média. Siga estes passos:
- Insira o valor total financiado, o número de parcelas e a taxa de juros contratada.
- A calculadora mostrará se os juros estão muito acima do esperado, indicando possível abusividade.
2. Verifique contratos de financiamento e empréstimos
Para financiamentos de carro ou empréstimos pessoais, você pode fazer um cálculo básico:
- Multiplique o valor do financiamento pela taxa de juros aplicada e divida pelo número de parcelas para encontrar o valor dos juros.
- Some o valor dos juros ao valor financiado para obter o total a ser pago.
- Compare o resultado com o valor da sua fatura para identificar discrepâncias.
3. Fique atento a produtos financeiros comuns
Os principais tipos de crédito onde os juros abusivos são frequentes incluem:
- Cartão de crédito: taxas no rotativo ou em compras parceladas podem ultrapassar 300% ao ano. Saiba mais sobre como lidar com taxas abusivas em fatura parcelada, um caso de sucesso do Rosenbaum Advogados.
- Cheque especial: conhecido por ter as maiores taxas do mercado, com médias de até 150% ao ano.
- Empréstimo pessoal: especialmente em empréstimos consignados, como os da Crefisa, que podem ter taxas abusivas. Veja como agir em Como Processar a Crefisa.
- Financiamento de veículos: bancos podem incluir cláusulas sem transparência, cobrando taxas elevadas.

Como calcular juros abusivos?
Para calcular juros abusivos, você pode usar a Calculadora do Cidadão ou fazer um cálculo manual. Veja o passo a passo:
- Acesse a Calculadora do Cidadão no site do Banco Central.
- Insira os valores das parcelas, o total financiado e a taxa de juros contratada.
- Clique em “calcular” e compare o resultado com a média de mercado.
Exemplo de cálculo manual para um financiamento de carro:
- Financiamento de R$ 50.000 com taxa de 3% ao mês por 24 meses.
- Juros mensais: R$ 50.000 x 0,03 = R$ 1.500 por mês.
- Juros totais: R$ 1.500 x 24 = R$ 36.000.
- Total a pagar: R$ 50.000 + R$ 36.000 = R$ 86.000.
- Compare com a média de mercado (geralmente 1,5% a 2% ao mês, segundo o Banco Central).
Se a taxa estiver muito acima, pode ser um caso de juros abusivos no financiamento de carro.
Qual a taxa de juros máxima permitida por lei?
No Brasil, não há um teto legal definido para taxas de juros. No entanto, o Código de Defesa do Consumidor protege contra práticas abusivas. A Lei No. 14,905/2024 estabeleceu a taxa Selic como referência para juros de mora, servindo como parâmetro.
O Procon orienta que taxas muito acima da média do mercado podem ser consideradas abusivas.
Exemplos de taxas que podem ser abusivas:
- Cartão de crédito: Taxas de 10% a 15% ao mês (120% a 180% ao ano).
- Cheque especial: Taxas de 8% a 12% ao mês (96% a 144% ao ano).
Como parar de pagar juros abusivos?
Se você identificou juros abusivos, siga estes passos:
- Negocie com a instituição financeira: tente renegociar a dívida para reduzir as taxas. Muitos bancos oferecem opções de parcelamento com juros menores.
- Denuncie ao Procon ou Banco Central: caso a negociação não funcione, denuncie ao Procon ou ao Banco Central.
- Busque orientação jurídica: um advogado especializado pode ajudar a revisar o contrato e propor ações legais.
- Entre com ação judicial: se necessário, você pode entrar com uma ação para revisar o contrato e suspender cobranças abusivas.
É possível recuperar valores pagos a mais por juros abusivos?
Sim! Você pode exigir uma revisão judicial do contrato para reaver valores pagos a mais. Em alguns casos, é possível receber indenização por danos morais e materiais.
É recomendável buscar a orientação de um advogado especializado para entender melhor os seus direitos.
Como evitar cair em armadilhas de juros abusivos?
Para evitar juros abusivos, siga estas dicas:
- Leia atentamente os contratos antes de assinar.
- Pesquise as taxas de mercado no site do Banco Central.
- Compare propostas de diferentes bancos.
- Consulte um advogado especializado antes de fechar contratos de alto valor, como financiamentos.
Posso entrar com ação contra cobrança de juros abusivos?
Sim, você pode entrar com uma ação judicial para revisar o contrato e os juros cobrados. É possível até requerer uma liminar para depositar os valores devidos em juízo enquanto o processo é analisado.
O Escritório Rosenbaum Advogados tem vasta experiência em ações contra juros abusivos, com atendimento 100% digital. Entre em contato pelo telefone (11) 3181-5581 ou WhatsApp para mais informações.
Perguntas frequentes sobre juros abusivos
Como saber se estou pagando juros abusivos?
Compare a taxa do seu contrato com a média do mercado usando a Calculadora do Cidadão ou consulte um advogado especializado.
Qual a taxa de juros considerada abusiva?
Não há um teto legal, mas taxas muito acima da média do mercado (ex.: 10% ao mês no cartão de crédito) podem ser consideradas abusivas.
Como recorrer a juros abusivos?
Negocie com o banco, denuncie ao Procon ou Banco Central. Em último caso, é possível entrar com uma ação judicial com o apoio de um advogado.
Onde denunciar juros abusivos?
Denuncie ao Procon ou ao Banco Central.
Quanto tempo demora um processo de juros abusivos?
Geralmente, de 6 meses a 2 anos, dependendo da complexidade do caso e da vara judicial.
Como reduzir juros abusivos de financiamento?
Negocie com o banco. Se não for possível resolver diretamente, é recomendável consultar um advogado sobre a possilibidade de entrar com uma ação revisional para ajustar as taxas e parcelas.
Juros abusivos são uma prática ilegal que pode ser combatida com informação e ação. Se você suspeita que está pagando taxas abusivas em um financiamento de carro, empréstimo consignado ou cartão de crédito, comece comparando as taxas com a média do mercado e, se necessário, busque orientação jurídica.